Uma câmara vê muito bem uma coisa: aquilo para onde está apontada. E é essa a limitação que quase nunca se discute na altura de a instalar.
O ângulo fixo
Um plano de videovigilância é desenhado num dado momento, com base no que se sabia nesse momento. Depois o espaço muda. Cresce um arbusto, monta-se uma estrutura nova, muda-se o sítio dos contentores. A câmara continua a apontar para onde apontava.
Além disso há aquilo que uma câmara nunca vai captar por natureza: o cheiro a queimado num quadro eléctrico, o barulho de água a correr onde não devia, uma porta que parece fechada e não está.
O que aparece no relatório de uma ronda
A maior parte das ocorrências que registamos não são intrusões. São o portão que ficou encostado, a fechadura que já esteve a ser forçada e ninguém reparou, o projector que fundiu e deixou uma zona às escuras, o alarme com bateria fraca.
Quase tudo o que evita um problema grande é uma coisa pequena encontrada a tempo.
As duas coisas funcionam juntas
Isto não é um argumento contra câmaras. A câmara cobre continuamente aquilo que vê e não se cansa; a ronda cobre tudo, mas por intervalos. Uma tapa o buraco da outra, e é por isso que quase nunca propomos só uma delas.
O que isto não resolve
Uma ronda passa a intervalos, e entre passagens ninguém está lá. Quem precisa de cobertura permanente num ponto específico precisa de presença fixa nesse ponto, e nós dizemos isso mesmo quando a proposta fica mais cara.
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